O DEPOIMENTO (O CORAÇÃO DA MATÉRIA)
“Escrever para mim é um hobby de aposentado. Uso um dedo só para passar para o papel as minhas ideias e uso a Inteligência Artificial para o refino. Sou paraplégico, mas me recuso a ser um ‘tadinho’ no mundo social. Minha mente está lúcida; enquanto sobrar um dedo, não penduro as chuteiras — e se sobrar a ponta do nariz, uso! Escrever é para viver em minha mente. Não almejo lucro; almejo viver.” — Antonio Jacinto de Souza (Jassa de Souza)
A MENTE É O NOSSO MAIOR TERRITÓRIO DE LIBERDADE
Existe um equívoco comum na sociedade moderna: o de medir o valor de uma pessoa pela sua produtividade financeira ou pela sua plena capacidade física. Quando o corpo impõe limites severos, o mundo apressado costuma empurrar o indivíduo para o canto da resignação, encarando a aposentadoria como um ponto final.
O blog Joias Ignoradas nasce justamente no contraponto dessa visão estreita.
A escrita não é apenas uma profissão, um contrato comercial ou um meio de acumular bens materiais. Para quem compreendeu a essência da existência, escrever é um ato de presença no mundo. É a prova viva de que a imaginação não aceita correntes, que a lucidez não depende de pernas para andar e que as ideias podem voar longe, mesmo nascidas do toque cadenciado de um único dedo sobre o teclado.
A RECUSA DO PAPEL DE "TADINHO"
Recusar o rótulo de coitado não é arrogância; é dignidade.
A limitação física traz desafios diários inegáveis, mas ela não define a capacidade intelectual, o senso crítico nem a sensibilidade poética de um autor. A mente lúcida é uma oficina fervilhante onde nascem universos inteiros: os dramas de Saga Hagezac, o mistério de Onde a Alma Não Descansa, a inocência valente de Toy e a poesia de O Pirata das Nuvens.
A tecnologia e a Inteligência Artificial entram nessa jornada não para substituir a alma humana, mas como ferramentas de refino — pontes digitais que ajudam a organizar a corrente de pensamentos e dar forma final aos livros. A tecnologia verdadeira é aquela que liberta, dá voz e abre caminhos.
ESCREVER PARA VIVER, NÃO PARA LUCRAR
Numa época em que tudo é monetizado e transformado em mercadoria, optar por escrever pela simples alegria de existir é um ato revolucionário.
Não se escreve por aplausos efêmeros ou por riquezas materiais.
Escreve-se para viver dentro da própria mente.
Escreve-se para deixar pontes estendidas para outros leitores, aposentados, trabalhadores e jovens que também enfrentam as suas próprias tempestades.
Enquanto houver uma ideia pulsando no peito e um dedo dinâmico disposto a trabalhar no teclado — seja com a ponta do dedo ou com a ponta do nariz —, haverá história para contar, haverá livro para publicar e haverá vida para celebrar.
E VOCÊ, QUAL É A SUA MOTIVAÇÃO DIÁRIA?
A vida nos desafia a todos os momentos, mas a nossa mente sempre será o nosso porto seguro. O que mantém a sua chama acesa no dia a dia?
Deixe a sua reflexão nos comentários do nosso "Quadrado" no blog!
“Para nós... não é o fim, é o começo. Paz.”
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