domingo, 28 de junho de 2026

Memórias de Jassa.


💎 Lembranças.



 Na minha infância, foi marcada de alegria.

Nesta época, a meu ver, eu não tinha mãe. Quero dizer que tinha uma amiga que é mãe.

Lembro-me se fosse hoje. Minha mãe saiu para buscar uma trouxa de roupa para lavar, era o serviço que se achava na época, nova, com pouca instrução. E ainda tinha um agravante: nova, bonita e mãe solteira. Na época, não era bem vista e era rejeitada. As patroas tinham receio de ficarem sem marido e, quando uma dava a mão, era explorada. Os homens da época não tinham respeito nenhum pelas mulheres, ainda mais por um rostinho juvenil e ainda mãe solteira, imagine o quadro. O único desabafo de minha mãe era eu. Ela sempre me mantinha informado de sua jornada do dia. Modéstia à parte, Deus me presenteou com uma mente privilegiada. Não sou um superdotado de altas habilidades, meu presente é divino e autodidata. Nos meus 4 anos, aprendi o que via a passos geométricos. Por ser assim, minha mãe não via um filho e sim um aliado de desabafo.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Mais Deus para dar que o diabo para carregar: o causo do Manuel Trambiqueiro

 

Minha mãe sempre levou a vida com uma integridade de ferro, trabalhando duro para nos sustentar com dignidade. Mas, infelizmente, no mundo existem pessoas que tentam se aproveitar da boa-fé dos outros. Foi o caso de um sujeito na vizinhança que todos conheciam como "Manuel Trambiqueiro".

Um dia, ele passou a minha mãe para trás e fez um tremendo trambique com ela. Qualquer pessoa no lugar dela teria ficado furiosa, esbravejando ou querendo vingança. Mas a reação de Dona. Bela me deu uma das maiores lições de vida que guardo até hoje.

Olhando para aquela situação com a calma de quem confia no alto, ela simplesmente disse uma frase que virou o seu lema: "Mais Deus para dar que o diabo para carregar".

Ela não guardou rancor. Pelo contrário, sua preocupação foi muito além do dinheiro perdido. Lembro-me dela comentando com um aperto no coração: "Eu fico com dó dos filhos desse sujeito, crescer num ambiente com esses exemplos… Deus que ilumine a cabeça desses meninos".

Dona. Bela nos ensinou que quem faz o mal e trapaceia destrói o próprio lar e o futuro dos seus filhos. Já quem mantém a cabeça erguida e a fé limpa sempre prospera, porque a generosidade de Deus é infinitamente maior do que qualquer rasteira que o mundo tente nos dar.

— Jassa de Souza (Toy)

quarta-feira, 24 de junho de 2026

Sinceridade doa a quem doer: o causo da boneca no berço

 







Minha mãe, Dona. Bela, era conhecida por toda a vizinhança como uma mulher sábia e positiva, mas tinha uma característica marcante: era direta e falava a verdade, doa a quem doer. As pessoas vinham pedir a sua opinião, sabendo que não ouviriam falsos elogios.

Lembro-me de quando uma vizinha, a Zuleica, ficou grávida e comprou um berço. Naquela época, ter um berço era um acontecimento chique, pois a maioria usava balaio. Orgulhosa, ela chamou a minha mãe para ver o quarto do bebé.

A primeira coisa que Dona. Bela bateu o olho e falou foi: "E essa boneca pendurada pelo pescoço no berço? Parece mais um enforcamento! Zuleica, você quer que a primeira visão da criança seja um enforcamento?". Assustada, a vizinha disse que tinha sido um presente da futura madrinha, mas correu para tirar o enfeite dali.

A madrinha soube e levou aquilo como uma ofensa pessoal gravíssima. Ficou mais de 20 anos sem dar um "bom dia" à minha mãe. O que ninguém esperava é que, décadas mais tarde, o destino conspiraria de uma forma misteriosa e trágica com aquela mesma família. Minha mãe não falava por maldade; ela tinha uma intuição pura e via o que os outros ignoravam. No blog de hoje, relembro que a verdade pode afastar alguns, mas o tempo sempre mostra quem tinha os olhos abertos para a vida.

— Jassa de Souza (Toy)

A família de Dona. Bela. (valor)

 



     

A família de Dna. Bela.

“O que a família representava para Dna. Bela?”
 União, amizade, responsabilidade e apoio mútuo.
“Na minha falta, permaneçam unidos e ajudem uns aos outros.”


Para Dna. Bela, família não era apenas um conjunto de pessoas vivendo sob o mesmo teto.

Família era compromisso.

Era amizade.

Era proteção.

Era permanecer presente nos momentos bons e difíceis.

Ela costumava lembrar que a vida muda, que as pessoas seguem caminhos diferentes e que nem sempre tudo acontece como planejamos. Por isso, ensinava algo que permaneceu vivo ao longo dos anos:

"Na minha falta, permaneçam unidos e ajudem uns aos outros."

Quando criança, talvez eu não compreendesse completamente o significado dessas palavras.

Hoje entendo que não eram palavras de preocupação.

Eram palavras de amor.

Uma forma de preparar os filhos para a vida.

Uma maneira de ensinar que a união fortalece a família e ajuda a enfrentar os desafios que surgem pelo caminho.


A força da união

Dna. Bela acreditava que ninguém atravessa a vida sozinho.

Ela valorizava a amizade entre irmãos, o respeito entre familiares e a disposição para ajudar quando alguém precisasse.

Um de seus ensinamentos dizia:

"Comer um pote de doce sozinho é enjoativo. Dividir com os irmãos é alegria."

Por trás do humor simples, havia uma lição profunda.

As melhores coisas da vida ganham mais valor quando são compartilhadas.

A alegria aumenta quando é dividida.

As dificuldades diminuem quando enfrentadas em conjunto.


Amor demonstrado em atitudes

Na visão de Dna. Bela, amor não era apenas dizer que amava.

Amor era demonstrado através das atitudes.

Era cuidar.

Era orientar.

Era ouvir.

Era corrigir quando necessário.

Era estar presente.

Ela ensinava que amizade e respeito devem existir na própria família.

Por isso costumava dizer:

"Amor é amizade. Não as desavenças."

Não porque acreditasse que famílias não têm conflitos.

Mas por que acreditava que o respeito deveria ser maior que qualquer desentendimento.


Os ensinamentos que continuam vivos.

Muitos dos valores são transmitidos por DNA. Bela veio dos meus avós.

Ela os recebeu, viveu e passou adiante.

Hoje, ao recordar suas palavras e seus exemplos, percebo que a família é uma corrente.

Cada geração recebe algo.

Cada geração acrescenta algo.

E cada geração tem a responsabilidade de preservar aquilo que vale a pena continuar.


Um legado que permanece

O tempo passa.

As crianças crescem.

As casas mudam.

As épocas se transformam.

Mas alguns ensinamentos continuam vivos.

A maior herança deixada por Dna. Bela não foi material.

Foi a certeza de que respeito, amizade, responsabilidade e união tornam a família mais forte.

Este espaço existe para preservar essas memórias.

Porque algumas pessoas continuam presentes através do que ensinaram.

E algumas famílias continuam unidas através dos valores que receberam.


Família não é apenas origem.

Família é também legado.

— Jassa de Souza

“Tenho saudade. Nunca tristeza. Porque exemplos permanecem.”









Dia Adocicado

Enquanto Sobrar um Dedo, Não Penduro as Chuteiras: O Meu Manifesto de Vida e Criação | Por Jassa de Souza

    O DEPOIMENTO (O CORAÇÃO DA MATÉRIA) “Escrever para mim é um hobby de aposentado. Uso um dedo só para passar para o papel as minhas ideia...

Saudade e nunca tristeza.