sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Saudade e nunca tristeza.


Saudade e nunca tristeza.
                                                       
💎 Bem-vindo ao Joias Ignoradas
Este espaço nasceu para registrar e preservar o que o tempo costuma levar quando ninguém conta.
Inspirado nos exemplos, provérbios e lições de vida de Dna. Bela (Belanisa Cardoso da Rocha), este blog é um baú de memórias guardadas. Aqui, divido causos da Goiânia antiga, histórias de infância e a sabedoria simples que veio dos meus avós.
As verdadeiras “joias” da vida não são feitas de ouro; são os ensinamentos que nos guiam, nos protegem e nos ensinam a viver.
Sente-se na varanda e seja muito bem-vindo às nossas lembranças.
— Jassa de Souza.

Nascida nas terras históricas de Corumbá de Goiás, Dna. Bela nos ensinou que família é compromisso, amizade e proteção. Que os principais aprendizados não vêm de livros, mas dos exemplos do dia a dia.


Aqui você vai encontrar histórias de um tempo em que os olhares dos mais velhos falavam mais que discursos. Histórias que não competem por atenção: elas permanecem.


Sinta-se em casa.


Uma história sem datas exatas, mas com muita identidade.


Dna. Bela pertencia a um tempo e a um Brasil profundo, onde os registros muitas vezes ficavam em segundo plano diante da crueza da realidade. Ela própria não sabia o ano exato em que havia nascido — guardava consigo apenas o dia 17 de dezembro. Seus documentos oficiais chegaram a ser modificados na juventude para poder cumprir o destino que a cultura da época impunha: um casamento arranjado pelos pais, como era o costume para as jovens daquele período.


Em dezembro de 1965, poucos dias após o seu próprio aniversário, Dna. Bela deu à luz o seu filho, Jassa (Toy). Ela tinha apenas 15 anos. Mesmo tendo começado a jornada da maternidade tão jovem, e inserida num contexto de escolhas moldadas por outros, ela desenvolveu uma personalidade de firmeza e uma independência moral admiráveis.


A Força Diante das Adversidades


A sua vida não foi trilhada em caminhos fáceis. Mulher de fibra e trabalhadora dedicada, conheceu de perto a rotina exigente dos serviços gerais na hotelaria até se aposentar. Enfrentou as dores e os recomeços de um processo de divórcio e travou batalhas duras contra a cardiopatia, passando por internações complexas e uma grande cirurgia cardíaca pelas mãos do Dr. Duílio, no Hospital Monte Sinai.


Mesmo quando o coração físico fraquejava pela doença, o seu “coração de mãe” permanecia inabalável. Dna. Bela não era de se queixar; ela agia. Transformava as dificuldades do seu tempo em lições práticas para o futuro.


Uma mãe que ensinava pela Vida


Dna. Bela não era mulher de discursos longos ou teorias vazias. A sua pedagogia era a da presença, do comportamento e da atitude. Ela ensinava através:


• Dos Exemplos: Mostrando como se portar com dignidade e justiça, independentemente da situação.

• Das Consequências: Ensinando que cada escolha traz um resultado e que assumir os próprios atos é o primeiro passo para a maturidade.

• Do Senso de Responsabilidade: Para ela, a responsabilidade era a maior tradução do amor. Quem ama, cuida, cumpre o que promete e protege os seus.


Em 2013, o seu coração cansado descansou. Mas a sua voz e os seus ensinamentos não silenciaram.


O Legado que Permanece


Algumas pessoas são tão marcantes que continuam presentes mesmo depois da partida. O comportamento daqueles que ficaram — em especial do seu filho, que hoje carrega essa bagagem de vida — é o maior testemunho do que ela plantou.


Este blog não é um espaço de nostalgia triste ou de lamento. É um memorial vivo. É a prova de que os valores de firmeza, justiça, humor, acolhimento e responsabilidade cultivados por uma menina-mãe do interior de Goiás continuam tão necessários hoje quanto eram nas décadas de 60, 70 e 80.


Dna. Bela partiu, mas os seus exemplos permanecem vivos aqui.

 


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